• NOS LIGAMOSPARA VOCÊ
  • ATENDIMENTOONLINE
  • ATENDIMENTO0800 6017778
  • Segunda a Sexta das 8:15 até 18h

BLOG

Marpa
Perguntas frequentes – Patente 17.10.2017

 

O que é patente?

 

Patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade, outorgado pelo Estado aos inventores ou autores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras de direitos sobre a criação. Com este direito, o inventor ou o detentor da patente tem o direito de impedir terceiros, sem o seu consentimento, de produzir, usar, colocar a venda, vender ou importar produto objeto de sua patente e/ ou processo ou produto obtido diretamente por processo por ele patenteado. Em contrapartida, o inventor se obriga a revelar detalhadamente todo o conteúdo técnico da matéria protegida pela patente.

 

Quais são os tipos de patentes e prazo de validade?

 

Patente de Invenção (PI) - Produtos ou processos que atendam aos requisitos de atividade inventiva, novidade e aplicação industrial. Sua validade é de 20 anos a partir da data do depósito.

Patente de Modelo de Utilidade (MU) - Objeto de uso prático, ou parte deste, suscetível de aplicação industrial, que apresente nova forma ou disposição, envolvendo ato inventivo, que resulte em melhoria funcional no seu uso ou em sua fabricação. Sua validade é de 15 anos a partir da data do depósito.

Certificado de Adição de Invenção (C) - Aperfeiçoamento ou desenvolvimento introduzido no objeto da invenção, mesmo que destituído de atividade inventiva, porém ainda dentro do mesmo conceito inventivo. O certificado será acessório à patente e com mesma data final de vigência desta.

 

Posso patentear uma ideia?

Não. Em primeiro lugar, a Lei de Propriedade Industrial (LPI) exclui de proteção como invenção e como modelo de utilidade uma série de ações, criações, ideias abstratas, atividades intelectuais, descobertas científicas, métodos ou inventos que não possam ser industrializados. Algumas destas criações podem ser protegidas pelo Direito Autoral, que nada tem a ver com o INPI.

 

O que não pode ser patenteado?

 

Técnicas cirúrgicas ou terapêuticas aplicadas sobre o corpo humano ou animal;

Planos, esquemas ou técnicas comerciais de cálculos, de financiamento, de crédito, de sorteio, de especulação e propaganda;

Planos de assistência médica, de seguros, esquema de descontos em lojas e também os métodos de ensino, regras de jogo, plantas de arquitetura;

Obras de arte, músicas, livros e filmes, assim como apresentações de informações, tais como cartazes e etiquetas com o retrato do dono;

Ideias abstratas, descobertas científicas, métodos matemáticos ou inventos que não possam ser industrializados;

Todo ou parte de seres vivos naturais e materiais biológicos encontrados na natureza, ou ainda que dela isolados, inclusive o genoma ou germoplasma de qualquer ser vivo natural e os processos biológicos naturais.

 

 

 Fonte: INPI

Leia mais...
Unidades regionais do INPI deixam de ter protocolo 10.10.2017

O INPI informa que, em 2 de outubro de 2017, foi encerrado o serviço de protocolo de todas as suas unidades regionais, localizadas no Distrito Federal, São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Belo Horizonte, Vitória, Fortaleza, Recife, Aracaju, Goiânia e Manaus.

Os usuários devem utilizar, preferencialmente, o peticionamento eletrônico. Nas situações para as quais seja necessário o peticionamento em papel, deve ser utilizada a via postal ou, excepcionalmente, entrega pessoal na recepção da sede do INPI, localizada no Rio de Janeiro. 

Informações adicionais podem ser obtidas por meio do sistema Fale Conosco,  com acesso disponível na página principal do Portal do INPI.

Leia mais...
Genericídio de Marca 10.10.2017

O anseio de todo o empresário é constituir uma marca consagrada no mercado, que conquiste os consumidores e seja uma referência em termos de qualidade de produto ou serviço.

Mas até onde deve ir esse reconhecimento popular à uma marca consagrada? Afinal, teria ela um limite?

Com a evolução mercadológica, cada vez mais nos deparamos com situações em que uma marca acaba se tornando representativo de um produto ou serviço. Isso quer dizer que a marca foi tão bem-sucedida que, agora, é utilizada como se fosse o próprio produto ou serviço, e não o que lhe define como tal.

Esse fenômeno é conhecido como genericídio de marcas e já atormenta grandes empresas como a Google Inc., que enfrenta uma verdadeira batalha judicial em defesa de sua marca perante a Suprema Corte dos Estados Unidos da América, para evitar que a mesma se torne de domínio público e permita a outros usuários a sua utilização.

Por genericídio devemos entender uma generificação de uma marca, ou seja, significa que a marca se tornou tão popular que foi adotada como um vocábulo comum, um sinônimo do produto ou serviço a que destina. Exemplos típicos de genericídio de marcas (já reconhecidas pelos EUA) são o celofane e a aspirina.

No Brasil também encontramos marcas já incorporadas no vocabulário popular, e demonstram que a consagração de uma expressão marcaria pode acabar em seu verdadeiro suicídio. Cita-se como exemplos típicos de palavras popularmente utilizadas: os cotonetes (que, na verdade, destinam-se a qualificar “hastes flexíveis com algodão”), Bombril (que se tornou sinônimo de “esponja de aço”), Xerox (para fotocópias), dentre outras.

A consagração de uma marca é almejada por todo o empresário, pois significa o sucesso de seu negócio. Mas os limites de sua consagração deverão esbarrar no genericídio, quando então sua marca não mais se destina a especificar um produto/serviço, mas toda a gama de produto/serviço do segmento, enfraquecendo seu poder distintivo e afastando a distinguibilidade necessária ao direito marcário.

 

Dolly dos Santos Outeiral

Advogada do Grupo Marpa, Marcas e Patentes & Tributário

Leia mais...
Grupo Marpa será patrocinador do Tá na Mesa 05.10.2017

O presidente do Grupo Marpa Marcas, Patentes & Gestão Tributária, Valdomiro Soares, esteve na Federasul, nesta quarta-feira (4), para assinar o contrato de patrocínio da empresa para o Tá na Mesa, tradicional reunião-almoço organizada pela entidade. Willian Soares acompanhou o pai na agenda.

A parceria foi firmada com a presidente da Federasul, Simone Leite, em um salão repleto de convidados para assistirem às palestras do Ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira e do Procurador Geral de Justiça do RS, Fabiano Dallazen.

Soares manifestou sua satisfação em ver o nome do Grupo Marpa ligado ao da entidade. “Fazia 15 anos que não entrava neste prédio. E o que vi hoje foi uma nova Federasul, mais transparente e aberta a oferecer oportunidades aos empreendedores. A nova administração está de parabéns pelo trabalho que vem fazendo e, para uma marca reconhecida como a nossa, nada melhor do que firmar essa parceria com outra grande marca do Rio Grande do Sul”, ressaltou.

No encontro, Soares foi cumprimentado por inúmeras pessoas. No entanto, um dos elogios foi bastante significativo. “Admiro muito o trabalho de vocês. Não é algo que está sempre na mídia, sendo reconhecido, mas comparo o ofício desempenhado pela empresa como uma parte do cérebro, que não é devidamente reconhecida, mas que é primordial para o funcionamento das pessoas”, disse o desembargador Francisco José Moesch.

 

 

Leia mais...
Feiras nacionais contarão com a participação da Marpa em outubro 05.10.2017

O Grupo Marpa Marcas Patentes & Gestão Tributária, empresa líder no registro de marcas e patentes da região Sul, estará participando de diversas feiras em quatro Estados durante o mês de outubro. A ação consiste na aproximação com futuros clientes.

Para o presidente da empresa, Valdomiro Soares, “é primordial a presença na Marpa em eventos nacionais, pois é uma forma de nos aproximarmos de possíveis clientes, estreitando relações com os mais variados segmentos da economia brasileira”.

A participação do grupo nas feiras consiste em prestar orientações, iniciar assessoria documental e administrativa e disponibilizar a cotação de serviços. Além do registro de marcas e patentes, a organização atua como suporte na área de gestão tributária.

O Grupo Marpa no Paraná:

EFAPI - Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Chapecó;

Latinoware 2017 - Conferência Latino-americana de Software Livre;

Metal Mecânica - Feira Metal Mecânica;

Expo Bebê, Gestante; Expovest - Feira Atacadista de Moda à Pronta Entrega (alto verão).

 

O Grupo Marpa em Santa Catarina:

Oktoberfest - Até o dia 22 de outubro, no Parque de Exposições Vila Germânica, em Blumenau.

 

O Grupo Marpa no Rio Grande do Sul:

Mercopar - Feira de Subcontratação e Inovação Industrial;

TDC - The Developers Conference (Porto Alegre);

Expofeira - Exposição Agropecuária, Indústria e Comércio de Pelotas;

Exposição Nacional de Híbridos e Orquídeas;

 

O Grupo Marpa em São Paulo:

Tubotech - Feira Internacional de Tubos, Válvulas, Bombas, Conexões e Componentes;

Mercoapara - Feira e Congresso Internacional de Negócios do Mercado de Reciclagem de Papel;

Expomusic - Feira Internacional da Música, Áudio, Iluminação e Acessórios;

Conpavepa - Congresso Paulista de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais; Conferência Mídia e Performance 2017;

ABTCP - Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel;

Expo Enaf São José dos Campos - Feira de Sport, Fitness e Saúde;

Chocolate São Paulo 2017 - Festival Internacional do Chocolate & Cacau (São Paulo/SP);

Adventure Sports Fair; 

Leia mais...
Empresa pode usar imagem de empregado em material distribuído internamente 03.10.2017

Usar sem autorização a imagem de um empregado para ilustrar um folheto distribuído internamente não gera danos morais. Este foi o entendimento da 4ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que absolveu uma transportadora de pagar indenização a um motorista cuja imagem foi divulgada no manual do motorista da empresa, de circulação interna.

Após o juízo de primeiro grau ter indeferido a verba ao empregado, ele recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) e conseguiu a reforma da sentença. No entendimento regional, independentemente de ter auferido ou não lucros com o material, a empresa violou um direito personalíssimo do trabalhador, que é o direito à sua imagem, com a distribuição do material sem a sua autorização. A finalidade econômica ou comercial é apenas um fator agravante da violação, afirmou.

Contra essa condenação, a transportadora sustentou ao TST que a divulgação da imagem em material interno, sem finalidade promocional ou comercial, não enseja o pagamento de indenização, pois não trouxe prejuízos de ordem moral, psíquica tampouco situação degradante, vexatória ou humilhante ao trabalhador.

Uso interno


Ao examinar o recurso, a ministra Maria de Assis Calsing, relatora, ressaltou que o uso indevido da imagem de alguém está resguardado no constitucionalmente, surgindo o dever de indenizar, em especial quando utilizada para fins comerciais ou publicitários, uma vez que viola o patrimônio jurídico personalíssimo do indivíduo. Observou ainda que o TST considera passível de reparação moral o uso da imagem sem a sua autorização e com objetivos comerciais.

A relatora entendeu, contudo, que no caso do motorista não houve dano moral, porque a imagem do empregado foi divulgada no manual do motorista, que é de uso interno, estritamente informativo e de orientação sobre os procedimentos da empresa, sem finalidade econômica ou comercial. Não se trata, portanto, de conduta ilícita pelo abuso de poder diretivo da empresa. 

Fonte: ConJur

Leia mais...
Novo sistema de registro de software garante mais rapidez e segurança 03.10.2017

O INPI lançou o novo sistema on-line para registro de programa de computador – o e-RPC. A novidade apresenta uma série de benefícios para o usuário, que agora pode fazer o procedimento de maneira segura, rápida, sem burocracia e sem papel. O sistema faz parte das medidas de desburocratização dos serviços públicos promovidas pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), coordenadas pelo Grupo de Trabalho de Simplificação Administrativa (GTSA).

Para fazer o pedido de registro, o usuário não precisa mais enviar o código-fonte do software para o INPI. Agora basta criptografá-lo na forma de resumo digital hash, garantindo assim o sigilo da informação. Esse resumo será transcrito no formulário eletrônico de depósito, no qual o usuário também deverá anexar a Declaração de Veracidade (DV) assinada digitalmente.

O uso de assinatura digital é outra novidade, que visa a dar maior segurança para o usuário e substituir a demanda de serviços cartoriais.

Com a implantação do sistema, as taxas relativas aos serviços de programa de computador foram atualizadas e simplificadas, contando agora com valor único para cada uma delas. Não se esqueça de pagar a Guia de Recolhimento da União (GRU) antes de entrar com o pedido.

Ao todo, o sistema e-RPC oferece nove serviços, dentre eles revogação ou renúncia de procuração; correção de dados no certificado de registro devido à falha do interessado; solicitação de levantamento de sigilo; e renúncia de registro.

O certificado de registro poderá ser baixado no sistema BuscaWeb, no portal do INPI. A proteção é por 50 anos a partir de 1º de janeiro do ano subsequente à sua publicação ou criação.

O sistema e-RPC foi regulamentado pela Instrução Normativa nº 74/2017, publicada na Revista da Propriedade Industrial (RPI) nº 2435, de 5 de setembro de 2017.

A novidade faz parte de um plano de desburocratização que vem sendo implantado no INPI para o registro de software, que teve redução significativa no tempo de resposta (de cem dias, em 2016, para apenas sete, a partir de setembro). O número de pedidos pendentes também caiu drasticamente (de cinco mil, em 2016, para menos de dois mil este ano, e a meta é chegar a zero até o fim de 2017).

Fonte: INPI

Leia mais...
Qual é o impacto da pirataria de conteúdo científico 28.09.2017

Baixar um livro em PDF e ler em um celular ou computador é muito fácil.

Na maioria das vezes, basta fazer uma busca pelo nome da obra e entrar em sites que oferecem os arquivos. Ou abrir o arquivo enviado pelo amigo. Em minutos a obra está disponível para leitura gratuitamente.

O que a maior parte das pessoas que realiza esse tipo de ação não se atenta é o grande prejuízo que esta atitude gera na cadeia produtiva editorial.

De acordo com pesquisa recente da Nielsen nos Estados Unidos, a crescente adoção de formatos digitais por consumidores, estudantes e profissionais permitiu o crescimento do download e acesso ilícitos de material protegido por direitos autorais, produzido por editores.

O mercado editorial perde cerca de US$ 300 milhões por ano graças ao download ilegal de ebooks.

Outro dado da pesquisa é que mais de 70% daqueles que baixam arquivos ilegais se formaram na faculdade ou têm pós-graduação.

Ou seja, são pessoas de um grau de instrução elevado, mas que geralmente não avaliam antes de consumir qualquer produto que, para que o original fosse produzido, foi necessário muito investimento, pesquisa, preparação etc.

Falta um pouco da consciência de que tudo que é copiado, circulado sem direitos e reproduzido indevidamente impacta em toda a cadeia produtiva – sejam CDs, DVDs, livros etc.

Não é apenas a grande indústria cultural que perde com a pirataria. Na área de ciência, saúde e tecnologia o impacto é grande. E traz consequências ainda mais complexas.

A pirataria de conteúdo científico e tecnológico abala a divulgação de materiais importantes.

Desestimula cientistas e pesquisadores a investir tempo e dedicação para compartilhar e educar, pois não há razão em se esforçar, já que o retorno financeiro se torna menor.

Os recursos perdidos afetam empregos, instituições e até nações, além de limitar o progresso da área médica.

Acesso gratuito

O impacto pode ser ainda maior no futuro. Iniciativas das grandes empresas de conteúdo, como a Research4Life da Elsevier, fornecem acesso gratuito ou de baixo custo a mais de 77 mil revistas científicas.

Outro exemplo é o Centro de Pesquisas do Zika Vírus, que, no auge da epidemia, forneceu acesso sem custos aos profissionais da saúde a materiais de extrema qualidade, que colaboraram para que importantes informações colaborassem com o tratamento dos pacientes em diversos países, incluindo o Brasil.

É importante a consciência de que o consumo não adequado impacta o setor científico e também toda a cadeia de educação.

A pirataria de materiais científicos e tecnológicos pode criar situações que não estão na mente das pessoas ao clicarem no botão de download.

O conteúdo pirateado e falsificado tem impacto além do que é imediatamente óbvio e com consequências de grande alcance.

Permitir que a pirataria continue criará um futuro indesejável.

É importante que as pessoas analisem mais profundamente a questão de como esse futuro pode ser possível e a desvendar todas as coisas positivas que serão perdidas ao longo do caminho para chegar lá.

  • Georgia Barros é gerente de marketing da Elsevier 

Fonte: Inova.jor

Leia mais...
A importância do Programa de Integridade para franqueadores 28.09.2017

Não é só no âmbito das relações governamentais que a implementação de um Programa de Integridade ("compliance") é importante, mas também na esfera das relações privadas ou público-privadas.

Em um modelo de negócio como o franchising, que envolve a transmissão e o compartilhamento de informações sigilosas e o licenciamento de ativos intangíveis valiosos e capazes de representar uma vantagem competitiva, a existência de cláusulas de confidencialidade e não concorrência nos contratos de franquia, por vezes, não é suficiente para conferir a segurança jurídica necessária ao franqueador.

Um programa de integridade e conformidade balizado em princípios éticos, morais e nas leis vigentes e que abarque não só a relação entre franqueadores e franqueados, mas estenda-se a fornecedores e prestadores de serviços, e promova o real comprometimento de todas partes envolvidas, sem dúvida, é extremamente recomendado.

O sistema de franquias envolve certo grau de interação com o setor público, no que se refere, por exemplo, à obtenção de autorizações, licenças e permissões governamentais para que as unidades franqueadas possam operar regularmente ou às obrigações tributárias, fiscais, etc. Assim, identificar vulnerabilidades e criar mecanismos de prevenção e repressão a condutas ilícitas na relação com este tipo de stakeholder é relevante.

Os relacionamentos entre franqueadores ou franqueados e as entidades políticas, reguladoras, ativistas e organizações não governamentais, denominadas shapeholders, segundo a classificação de Mark Kennedy, presidente da University of North Dakota e autor do Livro "Shapeholders – Business Success in the Age of Activism", também necessitam de regulação por meio de programas de integridade capazes de minimizar os riscos advindos dessas relações.

Neste sentido, a criação de políticas empresariais para gestão de riscos, prevenção e repressão a desvios de conduta, prática de irregularidades e cometimento de atos ilícitos por meio de apuração fidedigna de denúncias, instauração de procedimentos internos e aplicação de penalidades deve ser parametrizada com o disposto no artigo 42 do decreto 8.420 de 2015 (que regulamentou a lei 12.846 de 2013), e os respectivos incisos e parágrafos, com as devidas adequações às características das atividades desenvolvidas por força da relação de franquia.

O respeito ao Código de Ética e Conduta instituído pelo franqueador pode e deve ser elencado dentre as obrigações contratuais dos franqueados, sujeitando-os, em caso de comprovada violação, à penalidade específica que pode incluir até a rescisão antecipada do instrumento.

Para o franqueador, a implementação e a efetividade de um programa de integridade, representam uma importante ferramenta que inspira credibilidade perante terceiros com os quais contrate, promove maior controle e fiscalização dos atos praticados pelos franqueados, além de poder vir a ser considerada atenuante na dosimetria de sanções aplicadas em casos de cometimento de atos lesivos contra a administração pública.

*Daniela Colla é advogada e membro do escritório Di Blasi, Parente & Associados.

*Gabriel Di Blasi é advogado e diretor jurídico da ABF-Rio.

 

Fonte: www.migalhas.com.br

 

Leia mais...
IEL promove cultura de inovação no Brasil 26.09.2017

O objetivo desse tipo de ação é melhorar a qualidade e aumenta as chances dos produtos brasileiros competirem com os estrangeiros nos mercados interno e externo

Para o país se tornar mais próspero, é fundamental que a indústria, a academia e o governo trabalhem de maneira coordenada, com sinergia, para fortalecer a estratégia em busca do desenvolvimento brasileiro. Nesse cenário, o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) é responsável pela coordenação executiva da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), movimento liderado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelas principais lideranças empresariais nacionais com a finalidade de fortalecer e ampliar a inovação no Brasil – foco dos investimentos das grandes indústrias neste ano.

O papel do IEL é fomentar a inovação, mobilizando e capacitando empresas para implementar soluções inovadoras. “O IEL, inclusive, tem reformulado o seu portfólio de serviços para aprimorar a gestão da inovação e empresarial das indústrias brasileiras”, comenta o superintendente nacional do IEL, Paulo Mól Júnior.

VISITAS INTERNACIONAIS - Um dos novos serviços é o Programa de Imersão em Ecossistemas de Inovação. Desde o lançamento, em 2016, foram realizadas quatro edições – duas no Brasil, uma nos Estados Unidos e uma na Alemanha. Mais de 100 executivos visitaram cerca de 30 centros de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) que atuam em projetos de fronteira. Neste semestre, serão duas edições: Vale do Silício (Califórnia, EUA), em setembro; e Suécia, em outubro.

Nos EUA, as atividades começam com a 4a Conferência de Inovação Brasil-Estados Unidos, nos dias 20 e 21 de setembro, na Universidade de San Diego. Entre os dias 23 e 27 de setembro, a imersão, organizada em parceria com o Conselho de Competitividade dos EUA (CoC), levará empresários para visitar locais como X Prize Foundation, Space X, Tesla Motors, as universidades de San Diego e Stanford e o Laboratório Nacional Lawrence Livermore, todos na Califórnia.

Na Suécia, a programação inclui visitas a universidades, institutos de pesquisa e empresas em Estocolmo, Linköping e Trollhättan. A imersão é fruto da parceria entre a MEI e o Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (CISB). Apesar de não ter enfoque exclusivo, a aeronáutica será um tema de destaque do programa, com visita técnica à Saab, fabricante dos caças Gripen, adquiridos pela Força Aérea Brasileira (FAB), e detalhamento do Innovair, programa de inovação estratégica para a aeronáutica, desenvolvido pelos suecos.

“O programa busca criar oportunidades para que o empresariado brasileiro se atualize em relação aos temas de maior relevância para a competitividade de seus negócios. Também estimulamos a cooperação em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), seja no Brasil ou no exterior”, explica a diretora de Inovação da CNI, Gianna Sagazio.

Internamente, o IEL, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), administra o projeto Inova Talentos, no qual empresas e institutos de PD&I inscrevem projetos voltados para a inovação. Se o projeto é aceito, o IEL seleciona os estudantes ou recém-formados em cursos de graduação que vão atuar nesses projetos nas empresas. Os selecionados têm direito a uma bolsa de estudos do CNPq.

O IEL também capacita executivos em temas relacionados à inovação, em convênio com algumas das melhores escolas internacionais de negócios do mundo, como Steinbeis (Alemanha), Insead (França) e Universidade de Cambridge (Reino Unido).

Além de iniciativas voltadas à inovação, o IEL atua em toda a trajetória do desenvolvimento profissional e promove carreiras para inovação e gestão, desde o estágio até a educação executiva, com o Programa Nacional de Estágio, o Fórum de Carreiras IEL, o Projeto/Parceria Brasil Juniors e parcerias estratégicas em carreiras.

SÃO PAULO - O IEL mantém, na capital paulista, um programa de gestão da inovação que atua em três frentes: recrutamento e seleção de jovens talentos por meio do programa Inova Talentos, assessoria de redação e submissão de projetos na área de inovação.

“O Inova Talentos em São Paulo já recrutou e colocou no mercado mais de 250 jovens, com um alto índice de retenção: entre 60% e 65%. Tem sido um grande sucesso”, destaca o diretor da CNI em São Paulo e do IEL-SP, Carlos Pires.

A assessoria para elaboração de projetos é voltada, principalmente, para empresas que já tiveram projetos rejeitados. A partir de um levantamento realizado pelo Núcleo Estadual de Inovação (NEI), foram identificadas cerca de 500 empresas que não conseguiram financiamento por falta de expertise na elaboração de projetos. “A ideia é oferecer cursos e consultorias para essas empresas para que elas tenham acesso a esse capital”, explica o diretor Carlos Pires.

Em julho, o IEL-SP organizou um encontro que reuniu importantes atores do ecossistema de inovação do estado de São Paulo para que o secretário municipal de Inovação e Tecnologia, Daniel Annenberg, apresentasse, a pedido do núcleo, os principais problemas da cidade para startups, parques tecnológicos, empresas, agências de fomento e representantes da academia. O objetivo foi despertar o interesse em pensar soluções inovadoras para os desafios apresentados.

Fonte: Revista da Indústria Brasileira

 

Celulares poderão contar com câmera científica

O protótipo já é adequado para inserção no gabinete de um celular comercial


Laboratório em um celular

Embora já existam celulares com até três câmeras, pesquisadores da Universidade de Illinois, nos EUA, estão tentando vender para a indústria a ideia de adicionar aos aparelhos o que eles de "câmera científica".

Trata-se de um sensor de imagem especial projetado para ser usado em aplicações médicas, monitoramento ambiental e, por que não, para captar algumas imagens interessantes com outros espectros de cor.

Os professores Brian Cunningham e John Dallesasse estão nesse projeto há três anos, quando a Fundação Nacional de Ciências dos EUA lhes deu a incumbência de desenvolver um "laboratório em um celular" - ou dito de outra forma, de transformar um telefone celular em um pequeno laboratório portátil de múltiplos propósitos.

Agora eles apresentaram a primeira versão de uma câmera espectroscópica que cabe dentro de um celular comum e utiliza apenas componentes disponíveis comercialmente - principalmente os LEDs para iluminação das amostras.

Câmera espectroscópica

A câmera foi projetada para captar os comprimentos de ondas da luz - o espectro - que revelam como a luz é absorvida pelos líquidos e refletida pelos sólidos. Esse espectro dá informações precisas sobre os materiais, permitindo desde analisar a composição química de uma amostra, até realizar exames médicos.

Uma das principais preocupações da equipe foi eliminar a necessidade de que o celular fosse conectado a outro aparelho para completar as leituras, de forma a viabilizar o conceito de laboratório portátil. Com esta câmera espectroscópica, o celular pode ser colocado diretamente sobre a amostra sólida ou sobre um cartucho contendo a amostra líquida e dar os resultados na tela ou transmiti-los para o médico, por exemplo.

"Para que o conceito funcione, os fabricantes de smartphones adicionariam uma câmera para fins científicos [aos seus aparelhos]", explicou o professor Cunningham. "Os píxeis do sensor de imagem adicional teriam um filtro linear variável colado por cima, que transforma a câmera em um espectrômetro. Como o componente seria uma parte integral do telefone, as informações geradas por ele podem ser integradas perfeitamente com outras informações sobre o paciente e o teste que está sendo realizado, ao mesmo tempo interagindo com um sistema de serviço inteligente baseado na nuvem que fornece feedback imediato."

Para demonstração do conceito, a equipe realizou um exame chamado ELISA, sigla em inglês para ensaio de imunoabsorção enzimática, que detecta a enzima fibronectina, uma proteína cuja concentração é usada para ajudar a determinar o risco de que uma mulher grávida dê à luz prematuramente.

Negociações

O professor Cunningham afirma que já está em contato com vários fabricantes de celulares para tentar vender a ideia, se possível em associação com prestadores de serviços de saúde.

"Eu acredito que a 'saúde móvel' vai significar testes de diagnóstico médico para a nutrição ou o bem-estar, um serviço que as principais empresas de smartphones podem ajudar a fornecer," disse ele. "Elas estão procurando maneiras pelas quais os cuidados com a saúde podem ser incorporados em suas capacidades. Esperamos encontrar empresas interessadas em diferenciar seus telefones de outros ao apresentarem essa capacidade".

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Leia mais...
Voltar